Me entreguei. Assim mesmo, com
todas as letras, de todas as formas. Por inteira. Acreditei em você e nessa sua
forma de me fazer sorrir tão fácil, com poucas palavras e sem um pingo de
clichê. Foi quando eu cometi o meio erro: pensei que você era diferente. Burra!
Ele não passa de mais um que atiram para todos os lados. O coração dele não
ama, masca chiclete. Quando acaba o gosto ele joga fora. Foi isso que você fez
comigo.
Toda aquela imagem de homem
perfeito desmoronou lentamente. É, eu chorei por você, mas na sua frente eu era
a durona que estava bem. É claro, meu orgulho sempre foi maior. Aquilo não
passava de uma máscara. Sabe aquele dia que me ligou e disse que sentiu
saudades? Mexeu comigo. Eu queria gritar: EI, EU TAMBÉM SINTO A SUA FALTA,
VOLTA! Mas quando pensei nisso, logo correndo me arrependi. Você falava a mesma
coisa pra outra... Burra, burra, burra! Ele não
passa de mais um que atiram para todos os lados. E lá estava outra - outra não,
outras – caindo nos encantos que eram meus a menos de uma semana.
E novamente
voltou a doer. Como você pode fazer isso? Como pode machucar quem estava
disposta a se dar por inteira pra você? Hoje eu estou esgotada. Sabe...
Eu tenho sentido a sua falta diariamente. Das nossas conversas, carinhos, e até
das suas provocações pra me ver com ciúmes. Hoje não trocamos, sequer, uma
palavra. E eu estou esgotada disso! Do meu coração acelerar quando qualquer
coisa sua aparece. Quando acho que estou pronta pra te ver sem você ter nenhum
efeito sobre mim, você vem e acaba com tudo! Com toda a estrutura que eu montei
pra aguentar.
Eu cansei dessas idas e vindas. Eu cansei de você ir e voltar quando estou bem. Vai. Me esquece. Sai. Fica longe. Mas quando eu me acostumar, por favor, não volta. Eu cansei de você.
Eu cansei dessas idas e vindas. Eu cansei de você ir e voltar quando estou bem. Vai. Me esquece. Sai. Fica longe. Mas quando eu me acostumar, por favor, não volta. Eu cansei de você.



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