
Acordei sorrindo hoje. É claro, depois de tantas lágrimas o alivio era esperado. Mas não foi só isso. Foi o nosso encontro. Assim que fechei os olhos, te encontrei. Ah, amor… Não me canso de falar do seu lindo sorriso e de como tudo em você - especialmente os mínimos detalhes - me encanta.
Seus lábios estavam ansiosos. Sem hesitar você me beijou, mil vezes. Seus beijos tinham sabor de vontade e urgência. Algumas vezes também senti uma pitada de descontrole; quando mordia meu lábio inferior e soltava o ar, na tentativa de controlar a respiração. Em vão.
Não discuti nem questionei, é claro. Apenas acompanhei seus movimentos, em sincronia perfeita com você. Nossos corpos se encostavam com tanta intensidade que desconfio que era possível ver as faíscas. Nós sempre fomos fogo, amor. Sempre fomos tempestade em meio a calmaria.
O calor do seu corpo queimava o meu. Era uma sensação gostosa que percorria o meu corpo, me arrepiando por inteira. Cada pequeno pedaço. Eram os detalhes que me encantavam. Era a luz da lua - a maior testemunha do meu louco amor - entrando pela janela e iluminando a silhueta dos nossos corpos se unindo.
Abri os olhos e me deparei novamente com o meu quarto vazio. Toquei meus lábios e o meu corpo, repassando em minha cabeça cada toque seu, guardando com carinho cada memória que me rendeu lindos sorrisos.
E foi assim que acordei hoje, amor. Sorrindo. É fácil sorrir depois de um tempo com você. Ainda que você não saiba. Acordei assim. Assim mesmo, bem clichê, mas muito mais sua do que antes.


